Levítico 23

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 Levítico 23. 

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 Capítulo 23 

1. Depois, falou o Senhor a Moisés, dizendo:

2. Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: As solenidades do Senhor, que convocareis, serão santas convocações; estas são as minhas solenidades.

3. Seis dias obra se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhuma obra fareis; sábado do Senhor é em todas as vossas habitações.

4. Estas são as solenidades do Senhor, as santas convocações, que convocareis no seu tempo determinado:

5. No mês primeiro, aos catorze do mês, pela tarde, é a Páscoa do Senhor;

6. E aos quinze dias deste mês é a Festa dos Asmos do Senhor: sete dias comereis asmos;

7. No primeiro dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis;

8. Mas sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.

9. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:

10. Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra, que vos hei de dar, e segardes a sua sega, então, trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote;

11. E ele moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; ao seguinte dia do sábado, o moverá o sacerdote.

12. E, no dia em que moverdes o molho, preparareis um cordeiro sem mancha, de um ano, em holocausto ao Senhor.

13. E sua oferta de manjares serão duas dízimas de flor de farinha, amassada com azeite, para oferta queimada em cheiro suave ao Senhor, e a sua libação de vinho, o quarto de um him.

14. E não comereis pão, nem trigo tostado, nem espigas verdes, até àquele mesmo dia em que trouxerdes a oferta do vosso Deus; estatuto perpétuo é por vossas gerações, em todas as vossas habitações.

15. Depois, para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.

16. Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então, oferecereis nova oferta de manjares ao Senhor.

17. Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são ao Senhor.

18. Também com o pão oferecereis sete cordeiros sem mancha, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao Senhor, com a sua oferta de manjares e as suas libações, por oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.

19. Também oferecereis um bode para expiação do pecado e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico.

20. Então, o sacerdote os moverá com o pão das primícias por oferta movida perante o Senhor, com os dois cordeiros; santidade serão ao Senhor para o sacerdote.

21. E, naquele mesmo dia, apregoareis que tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; estatuto perpétuo é em todas as vossas habitações pelas vossas gerações.

22. E, quando segardes a sega da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o Senhor, vosso Deus.

23. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:

24. Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis descanso, memória de jubilação, santa convocação.

25. Nenhuma obra servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao Senhor.

26. Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:

27. Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação, e afligireis a vossa alma, e oferecereis oferta queimada ao Senhor.

28. E, naquele mesmo dia, nenhuma obra fareis, porque é o Dia da Expiação, para fazer expiação por vós perante o Senhor, vosso Deus.

29. Porque toda alma que, naquele mesmo dia, se não afligir será extirpada do seu povo.

30. Também toda alma que, naquele mesmo dia, fizer alguma obra, aquela alma eu destruirei do meio do seu povo.

31. Nenhuma obra fareis; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações, em todas as vossas habitações.

32. Sábado de descanso vos será; então, afligireis a vossa alma; aos nove do mês, à tarde, duma tarde a outra tarde, celebrareis o vosso sábado.

33. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:

34. Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao Senhor, por sete dias.

35. Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis.

36. Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao Senhor; dia solene é, e nenhuma obra servil fareis.

37. Estas são as solenidades do Senhor, que apregoareis para santas convocações, para oferecer ao Senhor oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio;

38. Além dos sábados do Senhor, e além dos vossos dons, e além de todos os vossos votos, e além de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao Senhor.

39. Porém, aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido a novidade da terra, celebrareis a festa do Senhor, por sete dias; ao dia primeiro, haverá descanso, e, ao dia oitavo, haverá descanso.

40. E, ao primeiro dia, tomareis para vós ramos de formosas árvores, ramos de palmas, ramos de árvores espessas e salgueiros de ribeiras; e vos alegrareis perante o Senhor, vosso Deus, por sete dias.

41. E celebrareis esta festa ao Senhor, por sete dias cada ano; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações; no mês sétimo, a celebrareis.

42. Sete dias habitareis debaixo de tendas; todos os naturais em Israel habitarão em tendas;

43. Para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus.

44. Assim, pronunciou Moisés as solenidades do Senhor aos filhos de Israel.

1. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:

2. Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite de oliveira, puro, batido, para a luminária, para acender as lâmpadas continuamente.

3. Arão as porá em ordem perante o Senhor continuamente, desde a tarde até à manhã, fora do véu do Testemunho, na tenda da congregação; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações.

4. Sobre o castiçal puro porá em ordem as lâmpadas perante o Senhor continuamente.

5. Também tomarás da flor de farinha e dela cozerás doze bolos; cada bolo será de duas dízimas.

6. E os porás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura, perante o Senhor.

7. E sobre cada fileira porás incenso puro, que será, para o pão, por oferta memorial; oferta queimada é ao Senhor.

8. Em cada dia de sábado, isto se porá em ordem perante o Senhor continuamente, pelos filhos de Israel, por concerto perpétuo.

9. E será de Arão e de seus filhos, os quais o comerão no lugar santo, porque uma coisa santíssima é para eles, das ofertas queimadas ao Senhor, por estatuto perpétuo.

10. E apareceu um filho de uma mulher israelita, o qual era filho de um egípcio, no meio dos filhos de Israel; e o filho da israelita e um homem israelita porfiaram no arraial.

11. Então, o filho da mulher israelita blasfemou o nome do Senhor e o amaldiçoou, pelo que o trouxeram a Moisés; e o nome de sua mãe era Selomite, filha de Dibri, da tribo de Dã.

12. E o levaram à prisão, até que se lhes fizesse declaração pela boca do Senhor.

13. E falou o Senhor a Moisés, dizendo:

14. Tira o que tem blasfemado para fora do arraial; e todos os que o ouviram porão as suas mãos sobre a sua cabeça; então, toda a congregação o apedrejará.

15. E aos filhos de Israel falarás, dizendo: Qualquer que amaldiçoar o seu Deus levará sobre si o seu pecado.

16. E aquele que blasfemar o nome do Senhor certamente morrerá; toda a congregação certamente o apedrejará; assim o estrangeiro como o natural, blasfemando o nome do Senhor, será morto.

17. E quem matar a alguém certamente morrerá.

18. Mas quem matar um animal o restituirá: vida por vida.

19. Quando também alguém desfigurar o seu próximo, como ele fez, assim lhe será feito:

20. Quebradura por quebradura, olho por olho, dente por dente; como ele tiver desfigurado a algum homem, assim se lhe fará.

21. Quem, pois, matar um animal restituí-lo-á; mas quem matar um homem será morto.

22. Uma mesma lei tereis: assim será o estrangeiro como o natural; pois eu sou o Senhor, vosso Deus.

23. E disse Moisés aos filhos de Israel que levassem o que tinha blasfemado para fora do arraial e o apedrejassem com pedras; e fizeram os filhos de Israel como o Senhor ordenara a Moisés.

1. Falou mais o Senhor a Moisés no monte Sinai, dizendo:

2. Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então, a terra guardará um sábado ao Senhor.

3. Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás a sua novidade.

4. Porém, ao sétimo ano, haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao Senhor; não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha.

5. O que nascer de si mesmo da tua sega não segarás e as uvas da tua vide não tratada não vindimarás; ano de descanso será para a terra.

6. Mas a novidade do sábado da terra vos será por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu jornaleiro, e ao estrangeiro que peregrina contigo;

7. E ao teu gado, e aos teus animais que estão na tua terra, toda a sua novidade será por mantimento.

8. Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos.

9. Então, no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no Dia da Expiação, fareis passar a trombeta por toda a vossa terra.

10. E santificareis o ano quinquagésimo e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; Ano de Jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e tornareis, cada um à sua família.

11. O ano quinquagésimo vos será jubileu; não semeareis, nem segareis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das vides não tratadas.

12. Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis.

13. Neste Ano de Jubileu, tornareis cada um à sua possessão.

14. E, quando venderdes alguma coisa ao vosso próximo ou a comprardes da mão do vosso próximo, ninguém oprima a seu irmão.

15. Conforme o número dos anos desde o jubileu, comprarás ao teu próximo; e, conforme o número dos anos das novidades, ele venderá a ti.

16. Conforme a multidão dos anos, aumentarás o seu preço; e, conforme a diminuição dos anos, abaixarás o seu preço; porque, conforme o número das novidades, é que ele te vende.

17. Ninguém, pois, oprima ao seu próximo; mas terás temor do teu Deus; porque eu sou o Senhor, vosso Deus.

18. E fazei os meus estatutos, e guardai os meus juízos, e fazei-os; assim, habitareis seguros na terra.

19. E a terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros.

20. E se disserdes: Que comeremos no ano sétimo, visto que não havemos de semear nem colher a nossa novidade?

21. Então, eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, para que dê fruto por três anos.

22. E, no oitavo ano, semeareis e comereis da colheita velha até ao ano nono; até que venha a sua novidade, comereis a velha.

23. Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo.

24. Portanto, em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra.

25. Quando teu irmão empobrecer e vender alguma porção da sua possessão, então, virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão.

26. E, se alguém não tiver resgatador, porém a sua mão alcançar e achar o que basta para o seu resgate,

27. Então, contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem o vendeu, e tornará à sua possessão.

28. Mas, se a sua mão não alcançar o que basta para restituir-lha, então, a que for vendida ficará na mão do comprador até ao Ano do Jubileu; porém, no Ano do Jubileu, sairá, e ele tornará à sua possessão.

29. E, quando alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, então, a pode resgatar até que se cumpra o ano da sua venda; durante um ano inteiro, será lícito o seu resgate.

30. Mas, se, passando-se-lhe um ano inteiro, ainda não for resgatada, então, a casa que estiver na cidade que tem muro, em perpetuidade, ficará ao que a comprou, pelas suas gerações; não sairá no jubileu.

31. Mas as casas das aldeias que não têm muro em roda serão estimadas como o campo da terra; para elas haverá resgate, e sairão no jubileu.

32. Mas, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua possessão, direito perpétuo de resgate terão os levitas.

33. E, havendo feito resgate um dos levitas, então, a casa comprada e a cidade da sua possessão sairão no jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel.

34. Mas o campo do arrabalde das suas cidades não se venderá, porque lhes é possessão perpétua.

35. E, quando teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então, sustentá-lo-ás como estrangeiro e peregrino, para que viva contigo.

36. Não tomarás dele usura nem ganho; mas do teu Deus terás temor, para que teu irmão viva contigo.

37. Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás o teu manjar por interesse.

38. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser vosso Deus.

39. Quando também teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e se vender a ti, não o farás servir serviço de escravo.

40. Como jornaleiro, como peregrino estará contigo; até ao Ano do Jubileu te servirá.

41. Então, sairá do teu serviço, ele e seus filhos com ele, e tornará à sua família e à possessão de seus pais tornará.

42. Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como se vendem os escravos.

43. Não te assenhorearás dele com rigor, mas do teu Deus terás temor.

44. E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas.

45. Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas gerações que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão.

46. E possuí-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir, mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, cada um sobre o seu irmão, não vos assenhoreareis dele com rigor.

47. E, quando a mão do estrangeiro e peregrino que está contigo alcançar riqueza, e teu irmão, que está com ele, empobrecer e se vender ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou à raça da linhagem do estrangeiro,

48. Depois que se houver vendido, haverá resgate para ele; um de seus irmãos o resgatará:

49. Ou seu tio ou o filho de seu tio o resgatará; ou um dos seus parentes, da sua família, o resgatará; ou, se a sua mão alcançar riqueza, se resgatará a si mesmo.

50. E contará com aquele que o comprou, desde o ano que se vendeu a ele até ao Ano do Jubileu; e o dinheiro da sua venda será conforme o número dos anos, conforme os dias de um jornaleiro estará com ele.

51. Se ainda muitos anos faltarem, proporcionalmente a eles restituirá, do dinheiro pelo qual foi vendido, o seu resgate.

52. E, se ainda restarem poucos anos até ao Ano do Jubileu, então, fará contas com ele; segundo os seus anos, restituirá o seu resgate.

53. Como jornaleiro, de ano em ano, estará com ele; não se assenhoreará sobre ele com rigor diante dos teus olhos.

54. E, se desta sorte se não resgatar, sairá no Ano do Jubileu, ele e seus filhos com ele.

55. Porque os filhos de Israel me são servos; meus servos são eles, que tirei da terra do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus.

1. Não fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura de pedra na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o Senhor, vosso Deus.

2. Guardareis os meus sábados e reverenciareis o meu santuário. Eu sou o Senhor.

3. Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos, e os fizerdes,

4. Então, eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo; e a terra dará a sua novidade, e a árvore do campo dará o seu fruto.

5. E a debulha se vos chegará à vindima, e a vindima se chegará à sementeira; e comereis o vosso pão a fartar e habitareis seguros na vossa terra.

6. Também darei paz na terra; e dormireis seguros, e não haverá quem vos espante; e farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada.

7. E perseguireis os vossos inimigos, e cairão à espada diante de vós.

8. Cinco de vós perseguirão um cento, e cem de vós perseguirão dez mil; e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós.

9. E para vós olharei, e vos farei frutificar, e vos multiplicarei, e confirmarei o meu concerto convosco.

10. E comereis o depósito velho, depois de envelhecido; e tirareis fora o velho, por causa do novo.

11. E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará.

12. E andarei no meio de vós e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo.

13. Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra dos egípcios, para que não fôsseis seus escravos; e quebrei os timões do vosso jugo e vos fiz andar direitos.

14. Mas, se me não ouvirdes, e não fizerdes todos estes mandamentos,

15. E se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se enfadar dos meus juízos, não cumprindo todos os meus mandamentos, para invalidar o meu concerto,

16. Então, eu também vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que consumam os olhos e atormentem a alma; e semeareis debalde a vossa semente, e os vossos inimigos a comerão.

17. E porei a minha face contra vós, e sereis feridos diante de vossos inimigos; e os que vos aborrecerem de vós se assenhorearão, e fugireis, sem ninguém vos perseguir.

18. E, se ainda com estas coisas não me ouvirdes, então, eu prosseguirei em castigar-vos sete vezes mais por causa dos vossos pecados.

19. Porque quebrantarei a soberba da vossa força; e farei que os vossos céus sejam como ferro e a vossa terra, como cobre.

20. E debalde se gastará a vossa força; a vossa terra não dará a sua novidade, e as árvores da terra não darão o seu fruto.

21. E, se andardes contrariamente para comigo e não me quiserdes ouvir, trazer-vos-ei praga sete vezes mais, conforme os vossos pecados.

22. Porque enviarei entre vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e desfarão o vosso gado, e vos apoucarão; e os vossos caminhos serão desertos.

23. Se ainda com estas coisas não fordes restaurados por mim, mas ainda andardes contrariamente comigo,

24. Eu também convosco andarei contrariamente e eu, mesmo eu, vos ferirei sete vezes mais por causa dos vossos pecados.

25. Porque trarei sobre vós a espada, que executará a vingança do concerto; e ajuntados estareis nas vossas cidades; então, enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo.

26. Quando eu vos quebrantar o sustento do pão, então, dez mulheres cozerão o vosso pão num forno e tornar-vos-ão o vosso pão por peso; e comereis, mas não vos fartareis.

27. E, se com isto me não ouvirdes, mas ainda andardes contrariamente comigo,

28. Eu também convosco andarei em furor contrariamente e vos castigarei sete vezes mais por causa dos vossos pecados.

29. Porque comereis a carne de vossos filhos e a carne de vossas filhas.

30. E destruirei os vossos altos, e desfarei as vossas imagens do sol, e lançarei os vossos cadáveres sobre os cadáveres dos vossos ídolos; a minha alma se enfadará de vós.

31. E reduzirei as vossas cidades a deserto, e assolarei os vossos santuários, e não cheirarei o vosso cheiro suave.

32. E assolarei a terra, e se espantarão disso os vossos inimigos que nela habitarem.

33. E vos espalharei entre as nações e desbainharei a espada atrás de vós; a vossa terra será assolada, e as vossas cidades serão desertas.

34. Então, a terra folgará nos seus sábados, todos os dias da sua assolação, e vós estareis na terra dos vossos inimigos; então, a terra descansará e folgará nos seus sábados.

35. Todos os dias da assolação descansará, porque não descansou nos vossos sábados, quando habitáveis nela.

36. E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os espantará; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir.

37. E tropeçarão uns nos outros como diante da espada, sem ninguém os perseguir; e não podereis parar diante dos vossos inimigos.

38. E pererecereis entre as nações, e a terra dos vossos inimigos vos consumirá.

39. E os que de vós ficarem se consumirão pela sua iniquidade nas terras dos vossos inimigos e pela iniquidade de seus pais com eles se consumirão.

40. Então, confessarão a sua iniquidade e a iniquidade de seus pais, com as suas transgressões, com que prevaricaram contra mim; e também confessarão que, por terem andado contrariamente comigo,

41. Eu também andei contrariamente com eles e os trouxe à terra dos seus inimigos; se, então, o seu coração incircunciso se humilhar, e tomarem por bem o castigo da sua iniquidade,

42. Também eu me lembrarei do meu concerto com Jacó, e também do meu concerto com Isaque, e também do meu concerto com Abraão me lembrarei, e da terra me lembrarei.

43. E a terra será deixada deles e folgará nos seus sábados, sendo assolada por causa deles; e eles tomarão por bem o castigo da sua iniquidade, visto que rejeitaram os meus juízos e a sua alma se enfadou dos meus estatutos.

44. E, demais disto também, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei, nem me enfadarei deles, para consumi-los e invalidar o meu concerto com eles, porque eu sou o Senhor, seu Deus.

45. Antes, por amor deles, me lembrarei do concerto dos seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos das nações, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor.

46. Estes são os estatutos, e os juízos, e as leis que deu o Senhor entre si e os filhos de Israel, no monte Sinai, pela mão de Moisés.

1. Falou mais o Senhor a Moisés, dizendo:

2. Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém fizer voto singular, segundo a tua avaliação, as pessoas serão do Senhor.

3. Se for a tua avaliação de um varão da idade de vinte anos até à idade de sessenta anos, a tua avaliação será de cinquenta siclos de prata, segundo o siclo do santuário.

4. Porém, se for fêmea, a tua avaliação será de trinta siclos.

5. E, se for de cinco anos até vinte anos, a tua avaliação de um varão será de vinte siclos, e para a fêmea, de dez siclos.

6. E, se for de um mês até cinco anos, a tua avaliação de um varão será de cinco siclos de prata, e a tua avaliação para a fêmea será de três siclos de prata.

7. E, se for de sessenta anos e acima, de um varão a tua avaliação será de quinze siclos, e para a fêmea, de dez siclos.

8. Mas, se for mais pobre do que a tua avaliação, então, apresentar-se-á perante o sacerdote, e o sacerdote o avaliará; conforme o que alcançar a mão do que fez o voto, o avaliará o sacerdote.

9. E, se for animal dos que se oferecem ao Senhor em oferta, tudo o que dele se dar ao Senhor será santo.

10. Não o mudará, nem o trocará bom por mau, ou mau por bom; mas, se de todo trocar animal por animal, ele e o seu trocado serão santos.

11. E, se for algum animal imundo, dos que se não oferecem em oferta ao Senhor, então, apresentará o animal perante o sacerdote.

12. E o sacerdote o avaliará, seja bom ou seja mau; segundo a avaliação do sacerdote, assim será.

13. Porém, se em alguma maneira o resgatar, então, acrescentará a sua quinta parte sobre a tua avaliação.

14. E, quando alguém santificar a sua casa para ser santa ao Senhor, o sacerdote a avaliará, seja boa ou seja má; como o sacerdote a avaliar, assim ficará.

15. Mas, se o que a santificou resgatar a sua casa, então, acrescentará a quinta parte do dinheiro da tua avaliação sobre ela, e será sua.

16. Se também alguém santificar ao Senhor uma parte do campo da sua possessão, a tua avaliação será segundo a sua sementeira: um alqueire de semente de cevada será avaliado em cinquenta siclos de prata.

17. Se santificar o seu campo desde o Ano do Jubileu, segundo a tua avaliação ficará.

18. Mas, se santificar o seu campo depois do jubileu, o sacerdote lhe contará o dinheiro conforme os anos restantes até ao Ano do Jubileu, e se abaterá da tua avaliação.

19. E, se aquele que santificou o campo de algum modo o resgatar, então, acrescentará a quinta parte do dinheiro da tua avaliação sobre ele, e ficará seu.

20. E, se não resgatar o campo, ou se vender o campo a outro homem, nunca mais se resgatará.

21. Mas, havendo o campo saído no jubileu, será santo ao Senhor, como campo consagrado; a possessão dele será do sacerdote.

22. E, se santificar ao Senhor o campo que comprou, que não for do campo da sua possessão,

23. O sacerdote lhe contará o valor da tua avaliação até ao Ano do Jubileu; e, no mesmo dia, dará a tua avaliação como coisa santa ao Senhor.

24. No Ano do Jubileu, o campo tornará àquele de quem se comprou, àquele de quem era a possessão da terra.

25. E toda a tua avaliação se fará segundo o siclo do santuário; o siclo será de vinte geras.

26. Mas o primogênito de um animal, por já ser do Senhor, ninguém o santificará; seja boi ou ovelha, do Senhor é.

27. E, se for de um animal imundo, o resgatará, segundo a tua avaliação, e sobre ele acrescentará a sua quinta parte; e, se não se resgatar, vender-se-á segundo a tua avaliação.

28. Todavia, nenhuma coisa consagrada, que alguém consagrar ao Senhor de tudo o que tem, de homem, ou de animal, ou do campo da sua possessão, se venderá nem resgatará; toda coisa consagrada será santíssima ao Senhor.

29. Nenhuma coisa consagrada que for consagrada do homem se resgatará; certamente morrerá.

30. Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores são do Senhor; santas são ao Senhor.

31. Porém, se alguém de algum modo resgatar as suas dízimas, acrescentará a sua quinta parte sobre elas.

32. No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor.

33. Não esquadrinhará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se em alguma maneira o trocar, tanto ele como o seu trocado serão santos; não se resgatarão.

34. Estes são os mandamentos que o Senhor ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai.


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