1ª Reis 13

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1ª Reis 13.

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 Capítulo 13 

1. E eis que, por ordem do Senhor, um homem de Deus veio de Judá a Betel; e Jeroboão estava junto ao altar, para queimar incenso.

2. E clamou contra o altar com a palavra do Senhor e disse: Altar, altar! Assim diz o Senhor: Eis que um filho nascerá à casa de Davi, cujo nome será Josias, o qual sacrificará sobre ti os sacerdotes dos altos que queimam sobre ti incenso, e ossos de homens se queimarão sobre ti.

3. E deu, naquele mesmo dia, um sinal, dizendo: Este é o sinal de que o Senhor falou: Eis que o altar se fenderá, e a cinza que nele está se derramará.

4. Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei a palavra do homem de Deus que clamara contra o altar de Betel, Jeroboão estendeu a mão de sobre o altar, dizendo: Pegai nele. Mas a mão que estendera contra ele se secou, e não a podia tornar a trazer a si.

5. E o altar se fendeu, e a cinza se derramou do altar, segundo o sinal que o homem de Deus apontara pela palavra do Senhor.

6. Então, respondeu o rei e disse ao homem de Deus: Ora à face do Senhor, teu Deus, e roga por mim, para que a minha mão se me restitua. Então, o homem de Deus orou à face do Senhor, e a mão do rei se restituiu e ficou como dantes.

7. E o rei disse ao homem de Deus: Vem comigo à minha casa e conforta-te; e dar-te-ei um presente.

8. Porém o homem de Deus disse ao rei: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo, nem comeria pão, nem beberia água neste lugar.

9. Porque assim me ordenou o Senhor pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água e não voltarás pelo caminho por onde foste.

10. E foi-se por outro caminho e não voltou pelo caminho por onde viera a Betel.

11. E morava em Betel um profeta velho; e vieram seus filhos e contaram-lhe tudo o que o homem de Deus fizera aquele dia em Betel e as palavras que dissera ao rei.

12. E disse-lhes seu pai: Por que caminho se foi? E viram seus filhos o caminho por onde fora o homem de Deus que viera de Judá.

13. Então, disse a seus filhos: Albardai-me um jumento. E albardaram-lhe o jumento, e o montou.

14. E foi-se após o homem de Deus, e o achou assentado debaixo de um carvalho, e disse-lhe: És tu o homem de Deus que veio de Judá? E ele disse: Eu sou.

15. Então, lhe disse: Vem comigo à minha casa e come pão.

16. Porém ele disse: Não posso voltar contigo, nem entrarei contigo; nem tampouco comerei pão, nem beberei contigo água neste lugar.

17. Porque me foi mandado pela palavra do Senhor: Ali, nem comerás pão, nem beberás água, nem tornarás a ir pelo caminho por que foste.

18. E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água; porém mentiu-lhe.

19. E voltou ele, e comeu pão em sua casa, e bebeu água.

20. E sucedeu que, estando eles à mesa, a palavra do Senhor veio ao profeta que o tinha feito voltar.

21. E clamou ao homem de Deus que viera de Judá, dizendo: Assim diz o Senhor: Visto que foste rebelde à boca do Senhor e não guardaste o mandamento que o Senhor, teu Deus, te mandara;

22. Antes, voltaste, e comeste pão, e bebeste água no lugar de que te dissera: Não comerás pão, nem beberás água, o teu cadáver não entrará no sepulcro de teus pais.

23. E sucedeu que, depois que comeu pão e depois que bebeu água, albardou ele o jumento para o profeta que fizera voltar.

24. Foi-se, pois, e um leão o encontrou no caminho e o matou; e o seu cadáver estava lançado no caminho, e o jumento estava parado junto a ele, e o leão estava junto ao cadáver.

25. E eis que os homens passaram, e viram o corpo lançado no caminho, como também o leão que estava junto ao corpo, e vieram, e o disseram na cidade onde o profeta velho habitava.

26. E, ouvindo-o o profeta que o fizera voltar do caminho, disse: É o homem de Deus que foi rebelde à boca do Senhor; por isso, o Senhor o entregou ao leão, que o despedaçou e matou, segundo a palavra que o Senhor lhe tinha dito.

27. Então, disse a seus filhos: Albardai-me o jumento. Eles o albardaram.

28. Então, foi e achou o seu cadáver lançado no caminho, e o jumento, e o leão, que estavam parados junto ao cadáver; o leão não tinha devorado o corpo, nem tinha despedaçado o jumento.

29. Então, o profeta levantou o cadáver do homem de Deus, e pô-lo em cima do jumento, e o tornou a levar; assim veio o profeta velho à cidade, para o chorar e enterrar.

30. E colocou o seu cadáver no seu próprio sepulcro; e prantearam-no, dizendo: Ah! Irmão meu!

31. E sucedeu que, depois de o haver sepultado, falou a seus filhos, dizendo: Morrendo eu, sepultai-me no sepulcro em que o homem de Deus está sepultado; ponde os meus ossos junto aos ossos dele,

32. Porque, certamente, se cumprirá o que pela palavra do Senhor clamou contra o altar que está em Betel, como também contra todas as casas dos altos que estão nas cidades de Samaria.

33. Depois dessas coisas, Jeroboão não deixou o seu mau caminho; antes, dos mais baixos do povo tornou a fazer sacerdotes dos lugares altos; a quem queria, lhe enchia a mão, e assim era um dos sacerdotes dos lugares altos.

34. E isso foi causa de pecado à casa de Jeroboão, para destruí-la e extingui-la da terra.

1. Naquele tempo, adoeceu Abias, filho de Jeroboão.

2. E disse Jeroboão à sua mulher: Levanta-te, agora, e disfarça-te, para que não conheçam que és mulher de Jeroboão, e vai a Siló. Eis que lá está o profeta Aías o qual falou de mim, que eu seria rei sobre este povo.

3. E toma na tua mão dez pães, e bolos, e uma botija de mel e vai a ele; ele te declarará o que há de suceder a este menino.

4. E a mulher de Jeroboão assim fez, e se levantou, e foi a Siló, e entrou na casa de Aías; e já Aías não podia ver, porque os seus olhos estavam já escurecidos por causa da sua velhice.

5. Porém o Senhor disse a Aías: Eis que a mulher de Jeroboão vem consultar-te sobre seu filho, porque está doente; assim e assim lhe falarás, e há de ser que, entrando ela, fingirá ser outra.

6. E sucedeu que, ouvindo Aías o ruído de seus pés, entrando ela pela porta, disse ele: Entra, mulher de Jeroboão! Por que te disfarças assim? Pois eu sou enviado a ti com duras novas.

7. Vai e dize a Jeroboão: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Visto que te levantei do meio do povo, e te pus por chefe sobre o meu povo de Israel,

8. E rasguei o reino da casa de Davi, e a ti to dei, e tu não foste como o meu servo Davi, que guardou os meus mandamentos e que andou após mim com todo o seu coração para fazer somente o que era reto aos meus olhos;

9. Antes, tu fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti, e foste, e fizeste outros deuses e imagens de fundição, para provocar-me à ira, e me lançaste para trás das tuas costas,

10. Portanto, eis que trarei mal sobre a casa de Jeroboão, e separarei de Jeroboão todo homem até ao menino, tanto o escravo como o livre em Israel, e lançarei fora os descendentes da casa de Jeroboão, como se lança fora o esterco, até que de todo se acabe.

11. Quem morrer a Jeroboão na cidade, os cães o comerão, e o que morrer no campo, as aves do céu o comerão, porque o Senhor o disse.

12. Tu, pois, levanta-te e vai-te para tua casa; entrando os teus pés na cidade, o menino morrerá.

13. E todo o Israel o pranteará e o sepultará, porque de Jeroboão só este entrará em sepultura, porquanto se achou nele coisa boa para com o Senhor, Deus de Israel, em casa de Jeroboão.

14. O Senhor, porém, levantará para si um rei sobre Israel, que destruirá a casa de Jeroboão no mesmo dia; mas que será também agora!

15. Também o Senhor ferirá a Israel, como se move a cana nas águas, e arrancará a Israel desta boa terra que tinha dado a seus pais, e o espalhará para além do rio, porquanto fizeram os seus bosques, provocando o Senhor à ira.

16. E entregará Israel por causa dos pecados de Jeroboão, o qual pecou e fez pecar a Israel.

17. Então, a mulher de Jeroboão se levantou, e foi, e veio a Tirza; chegando ela ao limiar da porta, morreu o menino.

18. E o sepultaram, e todo o Israel o pranteou, conforme a palavra do Senhor, a qual dissera pelo ministério de seu servo Aías, o profeta.

19. Quanto ao mais dos atos de Jeroboão, como guerreou e como reinou, eis que tudo está escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Israel.

20. E foram os dias que Jeroboão reinou vinte e dois anos, e dormiu com seus pais; e Nadabe, seu filho, reinou em seu lugar.

21. E Roboão, filho de Salomão, reinava em Judá; de quarenta e um anos de idade era Roboão quando começou a reinar e dezessete anos reinou em Jerusalém, na cidade que o Senhor elegera de todas as tribos de Israel para pôr ali o seu nome; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita.

22. E fez Judá o que era mau aos olhos do Senhor; e o provocaram a zelo, mais do que todos os seus pais fizeram com os seus pecados que cometeram.

23. Porque também eles edificaram altos, e estátuas, e imagens do bosque sobre todo alto outeiro e debaixo de toda árvore verde.

24. Havia também rapazes escandalosos na terra; fizeram conforme todas as abominações das nações que o Senhor tinha expulsado de diante dos filhos de Israel.

25. Sucedeu, pois, que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém.

26. E tomou os tesouros da Casa do Senhor e os tesouros da casa do rei, e ainda tomou tudo, e também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito.

27. E, em lugar deles, fez o rei Roboão escudos de cobre e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei.

28. E sucedeu que, quando o rei entrava na Casa do Senhor, os da guarda os levavam e os tornavam a trazer à câmara dos da guarda.

29. Quanto ao mais dos atos de Roboão e a tudo quanto fez, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Judá?

30. E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias.

31. E Roboão dormiu com seus pais e foi sepultado com seus pais na Cidade de Davi; e era o nome de sua mãe Naamá, amonita; e Abias, seu filho, reinou em seu lugar.

1. E, no décimo-oitavo ano do rei Jeroboão, filho de Nebate, Abias começou a reinar sobre Judá.

2. E três anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão.

3. E andou em todos os pecados que seu pai tinha cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor, seu Deus, como o coração de Davi, seu pai.

4. Mas, por amor de Davi, o Senhor lhe deu uma lâmpada em Jerusalém, levantando seu filho depois dele e confirmando Jerusalém.

5. Porquanto Davi tinha feito o que era reto aos olhos do Senhor e não se tinha desviado de tudo o que lhe ordenara em todos os dias da sua vida, senão só no caso de Urias, o heteu.

6. E houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os dias da sua vida.

7. Quanto ao mais dos atos de Abias, e a tudo quanto fez, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Judá? Também houve guerra entre Abias e Jeroboão.

8. E Abias dormiu com seus pais, e o sepultaram na Cidade de Davi; e Asa, seu filho, reinou em seu lugar.

9. E, no vigésimo ano de Jeroboão, rei de Israel, começou Asa a reinar em Judá.

10. E quarenta e um anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Maaca, filha de Absalão.

11. E Asa fez o que era reto aos olhos do Senhor, como Davi, seu pai,

12. Porque tirou da terra os rapazes escandalosos, e tirou todos os ídolos que seus pais fizeram,

13. E até a Maaca, sua mãe, removeu para que não fosse rainha, porquanto tinha feito um horrível ídolo a Asera; também Asa desfez o seu ídolo horrível e o queimou junto ao ribeiro de Cedrom.

14. Os altos, porém, se não tiraram; todavia, foi o coração de Asa reto para com o Senhor todos os seus dias.

15. E à Casa do Senhor trouxe as coisas consagradas de seu pai e as coisas que ele mesmo consagrara: prata, e ouro, e utensílios.

16. E houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias.

17. Porque Baasa, rei de Israel, subiu contra Judá e edificou a Ramá, para que a ninguém fosse permitido sair, nem entrar junto a Asa, rei de Judá.

18. Então, Asa tomou toda a prata e ouro que ficara nos tesouros da Casa do Senhor e os tesouros da casa do rei, e os entregou nas mãos de seus servos, e os enviou a Ben-Hadade, filho de Tabrimom, filho de Heziom, rei da Síria, que habitava em Damasco, dizendo:

19. Aliança há entre mim e ti, entre meu pai e teu pai; vês aqui que te mando um presente, prata e ouro; vai e anula a tua aliança com Baasa, rei de Israel, para que se retire de sobre mim.

20. E Ben-Hadade deu ouvidos ao rei Asa, e enviou os capitães dos exércitos que tinha contra as cidades de Israel, e feriu a Ijom, e a Dã, e a Abel-Bete-Maaca, e a toda a Quinerete, com toda a terra de Naftali.

21. E sucedeu que, ouvindo-o Baasa, deixou de edificar a Ramá e ficou em Tirza.

22. Então, o rei Asa fez apregoar por toda a Judá que todos, sem exceção, trouxessem as pedras de Ramá e a sua madeira com que Baasa edificara; e com elas edificou o rei Asa a Geba de Benjamim e a Mispa.

23. Quanto ao mais de todos os atos de Asa, e a todo o seu poder, e a tudo quanto fez, e às cidades que edificou, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Judá? Porém, no tempo da sua velhice, padeceu dos pés.

24. E Asa dormiu com seus pais e foi sepultado com seus pais na Cidade de Davi, seu pai; e Josafá, seu filho, reinou em seu lugar.

25. E Nadabe, filho de Jeroboão, começou a reinar sobre Israel no ano segundo de Asa, rei de Judá; e reinou sobre Israel dois anos.

26. E fez o que era mau aos olhos do Senhor e andou nos caminhos de seu pai e no seu pecado com que tinha feito pecar a Israel.

27. E conspirou contra ele Baasa, filho de Aías, da casa de Issacar, e feriu-o Baasa em Gibetom, que era dos filisteus, quando Nadabe e todo o Israel cercavam a Gibetom.

28. E matou-o Baasa no ano terceiro de Asa, rei de Judá, e reinou em seu lugar.

29. E sucedeu, pois, que, reinando ele, feriu a toda a casa de Jeroboão; nada de Jeroboão deixou que tivesse fôlego, até o destruir, conforme a palavra do Senhor que dissera pelo ministério de seu servo Aías, o silonita,

30. Por causa dos pecados de Jeroboão, o qual pecou e fez pecar a Israel, e por causa da provocação com que provocara ao Senhor, Deus de Israel.

31. Quanto ao mais dos atos de Nadabe e a tudo quanto fez, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Israel?

32. E houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias.

33. No ano terceiro de Asa, rei de Judá, Baasa, filho de Aías, começou a reinar sobre todo o Israel em Tirza, e reinou vinte e quatro anos.

34. E fez o que era mau aos olhos do Senhor e andou no caminho de Jeroboão e no seu pecado com que tinha feito pecar a Israel.

1. Então, veio a palavra do Senhor a Jeú, filho de Hanani, contra Baasa, dizendo:

2. Porquanto te levantei do pó e te pus por chefe sobre o meu povo de Israel, e tu andaste no caminho de Jeroboão e fizeste pecar o meu povo de Israel, irritando-me com os seus pecados,

3. Eis que tirarei os descendentes de Baasa e os descendentes da sua casa e farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate.

4. Quem morrer a Baasa na cidade, os cães o comerão; e o que dele morrer no campo, as aves do céu o comerão.

5. Quanto ao mais dos atos de Baasa, e ao que fez, e ao seu poder, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Israel?

6. E Baasa dormiu com seus pais e foi sepultado em Tirza; e Elá, seu filho, reinou em seu lugar.

7. Assim veio também a palavra do Senhor, pelo ministério do profeta Jeú, filho de Hanani, contra Baasa e contra a sua casa, não só por todo o mal que fizera aos olhos do Senhor, irritando-o com as obras das suas mãos, sendo como a casa de Jeroboão, mas também porque o ferira.

8. No ano vinte e seis de Asa, rei de Judá, começou Elá, filho de Baasa, a reinar sobre Israel, em Tirza, e reinou dois anos.

9. E Zinri, seu servo, chefe da metade dos carros, conspirou contra ele, estando ele em Tirza, bebendo e embriagado em casa de Arsa, mordomo em Tirza.

10. Entrou, pois, Zinri, e o feriu, e o matou, no ano vinte e sete de Asa, rei de Judá; e reinou em seu lugar.

11. E sucedeu que, reinando ele e estando assentado no seu trono, feriu toda a casa de Baasa; não lhe deixou homem algum, nem de seus parentes, nem de seus amigos.

12. Assim destruiu Zinri toda a casa de Baasa, conforme a palavra do Senhor, que falara contra Baasa pelo ministério de Jeú,

13. Por causa de todos os pecados de Baasa e dos pecados de Elá, seu filho, com que pecaram e com que fizeram pecar a Israel, irritando ao Senhor, Deus de Israel, com as suas vaidades.

14. Quanto ao mais dos atos de Elá e ao que fez, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Israel?

15. No ano vinte e sete de Asa, rei de Judá, reinou Zinri sete dias em Tirza; e o povo estava acampado contra Gibetom, que era dos filisteus.

16. E ouviu o povo que estava acampado dizer: Zinri conspirou e feriu o rei. Pelo que todo o Israel fez rei sobre Israel, naquele mesmo dia, no arraial, a Onri, chefe do exército.

17. E Onri subiu de Gibetom, e todo o Israel com ele, e cercaram Tirza.

18. Vendo, pois, Zinri que a cidade era tomada, entrou no paço da casa do rei e queimou sobre si a casa do rei, e morreu,

19. Por causa dos seus pecados que cometera, fazendo o que era mau aos olhos do Senhor, andando no caminho de Jeroboão e no seu pecado que fizera, fazendo pecar a Israel.

20. Quanto ao mais dos atos de Zinri e à conspiração que fez, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Israel?

21. Então, o povo de Israel se dividiu em duas partes: metade do povo seguia Tibni, filho de Ginate, para o fazer rei; e a outra metade seguia Onri.

22. Mas o povo que seguia Onri prevaleceu contra o povo que seguia Tibni, filho de Ginate; e Tibni morreu, e Onri reinou.

23. No ano trinta e um de Asa, rei de Judá, começou Onri a reinar sobre Israel e reinou doze anos; em Tirza reinou seis anos.

24. E comprou o monte de Samaria de Semer por dois talentos de prata; e edificou no monte e chamou o nome da cidade que edificou Samaria, do nome de Semer, dono do monte.

25. E fez Onri o que era mau aos olhos do Senhor; e fez pior do que todos quantos foram antes dele.

26. E andou em todos os caminhos de Jeroboão, filho de Nebate, e nos seus pecados, com que fez pecar a Israel, irritando ao Senhor, Deus de Israel, com as suas vaidades.

27. Quanto ao mais dos atos de Onri, ao que fez e ao seu poder que manifestou, porventura, não está tudo escrito no Livro das Crónicas dos Reis de Israel?

28. E Onri dormiu com seus pais e foi sepultado em Samaria; e Acabe, seu filho, reinou em seu lugar.

29. E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trinta e oito de Asa, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel, em Samaria, vinte e dois anos.

30. E fez Acabe, filho de Onri, o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que foram antes dele.

31. E sucedeu que, como se fora coisa leve andar nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e foi, e serviu a Baal, e se encurvou diante dele.

32. E levantou um altar a Baal na casa de Baal que edificara em Samaria.

33. Também Acabe fez um bosque; e Acabe fez mais para irritar ao Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele.

34. Em seus dias, Hiel, o betelita, edificou a Jericó; morrendo Abirão, seu primogénito, a fundou; e, morrendo Segube, seu filho menor, pôs as suas portas, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Josué, filho de Num.

1. Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.

2. Depois, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo:

3. Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

4. E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.

5. Foi, pois, e fez conforme a palavra do Senhor, porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

6. E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro.

7. E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.

8. Então, veio a ele a palavra do Senhor, dizendo:

9. Levanta-te, e vai a Sarepta, que é de Sidom, e habita ali; eis que eu ordenei ali a uma mulher viúva que te sustente.

10. Então, ele se levantou e se foi a Sarepta; e, chegando à porta da cidade, eis que estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; e ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, numa vasilha um pouco de água que beba.

11. E, indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me, agora, também um bocado de pão na tua mão.

12. Porém ela disse: Vive o Senhor, teu Deus, que nem um bolo tenho, senão somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos.

13. E Elias lhe disse: Não temas; vai e faze conforme a tua palavra; porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho.

14. Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o Senhor dê chuva sobre a terra.

15. E foi ela e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.

16. Da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Elias.

17. E, depois destas coisas, sucedeu que adoeceu o filho desta mulher, da dona da casa; e a sua doença se agravou muito, até que nele nenhum fôlego ficou.

18. Então, ela disse a Elias: Que tenho eu contigo, homem de Deus? Vieste tu a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares meu filho?

19. E ele lhe disse: Dá-me o teu filho. E ele o tomou do seu regaço, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo habitava, e o deitou em sua cama,

20. E clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também até a esta viúva, com quem eu moro, afligiste, matando-lhe seu filho?

21. Então, se mediu sobre o menino três vezes, e clamou ao Senhor, e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que torne a alma deste menino a entrar nele.

22. E o Senhor ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.

23. E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe; e disse Elias: Vês aí, teu filho vive.

24. Então, a mulher disse a Elias: Nisto conheço, agora, que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.


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